‘Paz interior’ a celebração de Ney Matogrosso aos 80 anos com novo álbum

‘Paz interior’ é o que um dos ícones da música brasileira tem celebrado ao completar 80 anos no último dia 01 de agosto.

“Eu continuo me sentindo o meu eu de atrás, sabe? ”, disse ele em entrevista ao programa Fantástico.

Ney Matogrosso está com uma biografia inédita e lançando música nova também que você já pode ouvir aqui na Rádio Social Plus Brasil.

O consagrado artista da música brasileira ‘voou’  para o sucesso nos anos 70, com o grupo Secos & Molhados, onde eles pintavam o rosto e usavam trajes inovadores para a época o que chamava muito atenção do público e da crítica.

Ney diz que aquele personagem deveria parecer um pássaro, algo do tipo, e quando não está mais no palco aquele símbolo já não está mais presente nele.

Octogenário o artista diz se sentir bem, continua a cantar, escrever e claro, a dançar no palco com sua característica marcante. Ney diz que este estado de paz interior vem “de fazer com os outros o que eu gostaria que fizessem comigo” se referindo a tratar todo mundo bem.

O último trabalho de Ney Matogrosso foi o DVD “Bloco na Rua” de 2019 que conta com 20 músicas sendo músicas já consagradas em sua voz como ‘Sangue Latino’ e outros grandes sucessos como ‘O Beco’ do Paralamas do Sucesso (autores: Herbert Vianna – Bi Ribeiro) e ‘Jardins da Babilônia’ da Rita Lee (autores: Rita Lee – Lee Marcucci).

Paz interiorOs shows de ‘Bloco de Rua’ foram interrompidos pela pandemia do COVID-19, mas Ney se manteve ativo e lança um novo álbum intitulado “Nu com a minha música” ao qual podemos conferir o single homônimo “Nu com a minha música” de 1981, composição de Caetano Veloso, lançada há 40 anos na voz do autor e revivida por Ney com arranjo do violonista Marcelo Gonçalves.

Confira outras músicas deste novo álbum: Sua estupidez (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969), Quase um segundo (Herbert Vianna, 1988), Sei dos caminhos (Itamar Assumpção e Alice Ruiz, 1991), Espumas ao vento (Accioly Neto, 1997), Xique Xique (José Miguel Wisnik e Tom Zé, 1997), Faz um Carnaval comigo (Pedro Luís, 2019), Boca (Felipe Rocha, 2020) e Se não for amor, eu cegue (Lula Queiroga e Lenine) que você já pode ouvir em nossa programação.

Ouça “Se não for amor, eu cegue”

Letra de “Se não for amor, eu cegue”

Se Não For Amor, Eu Cegue
Lula Queiroga e Lenine

Pode ser um lapso do tempo
E a partir desse momento acabou-se solidão
Pinga gota a gota o sentimento
Que escorrega pela veia e vai bater no coração
Quando vê já foi pro pensamento
Já mexeu na sua vida, já varreu sua razão
Acelera a asa do sorriso
Muda o colorido, vira o ponto de visão

Cai o medo tolo, cai o rumo
Quando a terra sai do prumo eu estou perto de ti
Abre-se a comporta da represa
Desviando a natureza pra um lugar que eu nunca vi

Uma vida é pouco para tanto
Mas no meio desse encanto tempo deixa de existir
E é como tocar a eternidade
É como se hoje fosse o dia em que eu nasci

Livre, quando vem e leva
Lava a alma, leve e vai tranquila
E a pupila acessa do seu olho disse love

Bem, se não for amor eu cegue
Bem, se não for amor eu fico
Eu sigo, sigo, sigo, eu fico cego por ti

Bem, se não for amor eu cegue
Bem, se não for amor eu fico
Eu sigo, sigo, sigo, eu fico cego por ti

Eu fico cego por ti