Jazz Collection Plus – #3 – Billie Holiday e Jamie Cullum

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Jazz Collection Plus - #3 - Billie Holiday e Jamie Cullum
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Nesta edição do Jazz Collection Plus, Leandro Massoni embarca rumo a novas histórias recheadas de muito Jazz e conteúdo. E o programa desta vez começa pedindo passagem para as damas, ou melhor, para uma Lady, Billie Holiday.

Eleanora Fagan Gough, mais conhecida como a talentosa Billie Holiday, cantora e compositora tida como uma das maiores e melhores cantoras de jazz da história, ao lado de outros grandes nomes do gênero que você acompanha aqui no JCP. Nascida na Filadélfia, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, ela teve uma infância bem sofrida. Seus pais a tiveram ainda quando eram adolescentes. O pai, guitarrista e banjonista, abandonou a família quando Holiday ainda era um bebê. A mãe pouco dava atenção e a deixava com familiares para poder trabalhar. E tudo isso influenciou para que a infância de Billie fosse sofrível e marcada por humilhações e abusos, chegando inclusive a ser violentada por um vizinho quando tinha apenas 10 anos de idade e em outras ocasiões. Inadmissível.

Mas sua vida começou a mudar quando começou, ainda que informalmente, a sua carreira como cantora em 1930, embora em uma circunstância nada favorável na época. Ela e a mãe estavam ameaçadas de despejo por falta de pagamento da moradia, e Billie, que na verdade era seu nome na noite quando servia como garota de programa para sustentar o lar, então decide procurar uma outra ocupação menos sofrível e encontrou no jazz e nas melodias de Bessie Smith e Louis Armstrong seu refúgio, solução e salvação de sua vida. Isso porque ela acaba ganhando admiradores de suas canções, principalmente o crítico de música John Hammond, que se encantou com sua voz potente e a convidou mais tarde para que ela gravasse o seu prmeiro disco, com a big band de Benny Goodman, lançado três anos depois, sendo um grande sucesso comercial, de público e de crítica.

Neste podcast você vai ouvir um pouco do seu talento sem igual, e vamos de ‘Your Mother’s Son-In-Law’, que você também encontra na compilação Lady Day: The Complete Billie Holiday On Columbia de 1933 a 1944.

Billie Holiday, uma cantora e compositora à frente de sua geração, autodidata e que apesar do sucesso retumbante, teve uma vida de muitos altos e baixos, tendo enfrentado uma profunda depressão na infância, o alcoolismo, o vício em drogas e em cigarros, relações amorosas conturbadas, uma prisão em 1947 por tráfico de drogas, até nos deixar em 1959, devido ao agravamento de sua cirrose hepática.

Mas agora virando as páginas do calendário e avançando para o ano de 1999, um outro grande músico, compositor, pianista é até guitarrista e baterista chega ao cenário do jazz mundial: Jamie Cullum. Ele que é de Essex, na Inglaterra, é considerado uma verdadeira referência na recriação deste gênero musical que é genial. De pai judeu e mãe de origem birmanesa, Jamie estudou Literatura Inglesa e Estudos Cinematográficos na Universidade de Reading, onde se formou com honras de primeira classe. Chique ele, hein?

Em seguida, Cullum produziu seu primeiro álbum, intitulado Heard It All Before, com apenas 480 libras, lançando-o com apenas 500 cópias feitas, o suficiente para ter sucesso e receber um convite para aparecer no álbum Songs of the Summer de Geoff Gascoyne. Conhecido por recriar músicas antigas de jazz de nomes como Frank Sinatra, Jamie lançou seu álbum mais vendido, Pointless Nostalgic, em 2002, o que despertou o interesse das rádios e da mídia especializada no músico, sendo reconhecido como um artista “crossover” com suas raízes musicais firmemente baseadas no jazz.

E dando uma vasculhada em seu álbum de maior sucesso comercial até então, separamos a música ‘You And The Night And The Music’, que você vai confer também nesta edição do Jazz Collection Plus, o seu ponto de encontro com a música e informação de qualidade aqui na Rádio Social Plus Brasil.

Jamie Cullum, um dos célebres gênios musicais do jazz nos últimos tempos e que vem coletando muitos outros sucessos em festivais, shows e eventos de grande porte, como o International Jazz Day Global Concert em 2016, quando tocou na Casa Branca, em Washington, nos Estados Unidos.

Produção e apresentação: Leandro Massoni
Direção: Cleber Almeida

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