Jazz Collection Plus – #2 – Tom Waits e Hermeto Pascoal

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Jazz Collection Plus - #2 - Tom Waits e Hermeto Pascoal
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Nesta edição do Jazz Collection Plus, Leandro Massoni traz Tom Waits e Hermeto Pascoal.

Apesar de ser muito eclético, ter vivido outros períodos transitando em vários gêneros como o rock, o folk, o blues, entre outros, talvez tenha sido no jazz onde podemos dizer que ele viveu a sua plenitude. Estamos falando do artista performático Thomas Allan Waits, ou Tom Waits, com mais de quatro décadas de músicas nas costas, 30 álbuns entre estúdio, compilações e shows ao vivo, além de inúmeras indicações a prêmios como o Grammy Awards.

Tom Waits, de Pomora, na Califórnia, é uma verdadeira lenda da música e do jazz. Com toda aquela rouquidão marcante que o acompanha até hoje, ele aprendeu a tocar guitarra e piano com apenas dez anos e chegou a fazer a primeira parte de shows de caras fenomenais como Frank Zappa e John Hammond. Mas o seu começo na carreira foi muito permeado pelo jazz entre os anos 1970 e 1980.
Prova disso são as músicas dos seus primeiros álbuns. Uma delas, eu separei aqui para a gente ouvir, Eggs and Sausage (In an Cadillac com Susan Michelson), bem intrigante, eu diria.

Para complementar, o Tom, além de cantor e instrumentista, também já teve mais de 30 participações em filmes e séries como ator, como em Drácula de Bram Stocker e O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, que inclusive foi um dos filmes póstumos de outro grande ator, Heath Ledger, eternamente marcado como o Coringa da trilogia do Batman do diretor Christopher Nolan, em Batman, o Cavaleiro das Trevas.

Mas agora passando de um lendário artista para outro, vamos voltar para terras brasileiras, mais precisamente no Olho d’Água Grande, em Alagoas, local onde nasceu Hermeto Pascoal, um dos maiores nomes da música instrumental brasileira por causa de suas habilidades e improvisação com instrumentos não convencionais, tais como bules, brinquedos infantis e animais, assim como teclados, acordeão de botões, saxofone, violão, flauta. Enfim, quase que um MacGyver da MPB e do jazz brasileiro. E o “Bruxo dos Sons”, como é bastante conhecido, ao longo de sua carreira, chegou a dividir o palco com nomes de peso como John McLaughlin, Stan Getz e a saudosa Elis Regina. Que aliás, durante um festival em Montreux, na Suíça, em 1979, ele, depois de fazer uma apresentação considerada pela crítica na época como fabulosa, praticamente “salvou” a apresentação de Elis, que ainda estava começando na carreira artística. E os dois, unidos por um palco, acabaram executando clássicos como Rebento, Águas de Março, Garota de Ipanema e Asa Branca só com piano e voz. O que deve ter sido marcante para a trajetória de ambos.

E pra gente mostrar uma palhinha da versatilidade e talento de Hermeto Pascoal, vamos trazer a obra Mixing Pot (Tacho), do álbum Slaves Mass (Missa dos Escravos), gravado por ele em uma de suas voltas aos Estados Unidos, em 1976.

Em 2019 foi merecidamente contemplado com um Grammy Latino de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa

Produção e apresentação: Leandro Massoni
Direção: Cleber Almeida

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