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JAZZ COLLECTION PLUS #011 – Fat Family

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JAZZ COLLECTION PLUS #011 – Fat Family
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Nsta edição mais que especial, um banho de nostalgia relembrando os sucessos de um grupo musical que repercutiu demais em todo o Brasil no final da década de 1990 e começo dos anos 2000, e que por mais que outros gêneros fossem mais presentes em suas letras, como o R&B, pop, new jack swing, dance pop e o gospel, tinha um “pezinho” lá no jazz. Eu estou falando dos irmãos Sidney, Celinho, Celinha, Simone, Suzete, Kátia, Deise e Suely Cipriano, os integrantes do Fat Family.

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Oriundo de Sorocaba, no interior de São Paulo, o grupo teve como inspirações nomes poderosíssimos da música internacional como Whitney Houston, Chaka Khan, Aretha Franklin e James Brown, assim como a forte influência da música negra estadunidense, o que atraiu uma súbita notoriedade no Brasil.

No final da década de 90, mais precisamente em 1998, o Fat Family ganhou uma estrondosa fama em programas de televisão ao se apresentarem inspirados em grupos vocais norte-americanos do estilo gospel. Além disso, o grupo ficou conhecido ao lançar a moda da “coreografia do pescoço”, que todos os fãs tentavam imitar, porém a julgavam difícil. Tanto que até o integrante Celinho tentava ensinar ao público como se fazia com o pescoço durante sua presença com os membros do conjunto nos programas televisivos. Contudo, eram as vozes sincronizadas, agudas e graves, com uma nitidez sem igual, que mais se destacavam em cada um deles.

E com isso, nasceu o primeiro disco, intitulado “Fat Family”, em 1998, que sozinho vendeu cerca de 250 mil cópias e emplacou o primeiro hit do grupo, “Jeito Sexy”. Um dado interessante é que este CD tem a regravação de “Killing Me Softly with His Song“, gravado originalmente pela cantora estadunidense Roberta Flack, de influências jazzísticas e até clássicas em seu estilo pianístico. Além desses singles, teve “Onde Foi Que Eu Errei?”, que foi tema da personagem da atriz Cláudia Jimenez na novela Torre de Babel, da Rede Globo, entre outros que renderam aos sete integrantes participações em programas de auditório como o Planeta Xuxa e o Domingão do Faustão.

No ano seguinte, um novo álbum estourava nas paradas da música popular negra brasileira, o “Fat Festa”, que trouxe a música “Gulosa”, tema de abertura da novela “Andando nas Nuvens”, também da Rede Globo. E foi neste mesmo em que o grupo recebeu a mais nova integrante, Suely, formando assim um octeto. Entre os sucessos deste CD estão “Eu Não Vou”, “Madrugada”, “Fat Family” – uma versão de We Are Family, composta por Nile Rodgers para o grupo Sister Sledge – e a regravação a capela de Oh Happy Day. Antes da virada de ano, o Fat Family deu às caras no cinema ao estrear nas telonas com a apresentadora Xuxa Meneghel o filme Xuxa Requebra, onde interpretaram os “Fat Capangas”, contratados pela personagem de Elke Maravilha, que era a antagonista. E detalhe: no final do longa-metragem, o grupo cantou a música “Chegou a Festa”, faixa pertencente ao novo CD, e posicionados como um coral, foram regidos pela própria mãe deles, Nelita Cipriano.

A música “Gulosa” fez muito sucesso no álbum “Fat Festa”, que ajudou a impulsionar ainda mais a carreira do conjunto e rendeu parcerias bem interessantes com Ed Motta, num show com Harlem Ten e Brother Dan e direção do jornalista Nelson Motta, que trouxe uma mistura de jazz, blues, soul e música gospel com MPB, e com a Orquestra Jazz Sinfônica, onde cantaram a música “A História de Lily Braun”, de Edu Lobo e Chico Buarque, em homenagem à esta renomada escritora feminista alemã.

Mais tarde, em 2001, chegou às prateleiras o terceiro disco, que foi intitulado “Pra Onde Você For, Me Leve”, e com a regravação da faixa “Fim de Tarde”, da cantora Cláudia Telles, assim como singles como “Sem Parar”, “Noite de Setembro” – versão de September de Earth, Wind and Fire – e “Pudera”, gravado primeiramente pelo “Síndico” Tim Maia.

Voltando ao início dos anos 2000, o grupo lançou o quarto CD, intitulado “Fat Family”, em 2003, que levou uma grande variedade de estilos, entre eles o MPB e o Gospel. O álbum inteiro foi feito de regravações de grandes sucessos nacionais e internacionais. E entre eles estão: Lilás, de Djavan, Amor de Índio, de Milton Nascimento, Força Estranha de Caetano Veloso. Já as regravações gospel foram: Joyful, Joyful – gravada originalmente para o filme Mudança de Hábito 2 –, Poor Pilgrim of Sorrow, O Homem de Nazareth e Deus é o Amor.

Neste mesmo ano, o Fat Family se converteu ao cristianismo evangélico, na sua própria casa por intermédio de Deise, a irmã caçula. Após um tempo longe da grande mídia, o grupo, apesar disso, trabalhou arduamente na carreira gospel, cantando em igrejas, festivais, congressos, casamentos, entre outros eventos. Participaram de vários CDs de cantores como Pregador Luo e Daniel Ribeiro e até do DVD do grupo Harmonia do Samba, cantando a canção Apenas Um Toque.

Anos depois, em 2016, o grupo voltou à tona lançando a canção “Mexe Esse Pescoço Aí”, a qual fez parte de um clipe de mesmo nome com a participação do ator e cantor Thiago Abravanel. Mais recente, em setembro de 2019, durante o programa Hora do Faro, na Record TV, lançaram a música “Olha Pra Mim” após alguns meses a morte da integrante Deise Cipriano, em decorrência de um câncer no fígado. Além dela, outro integrante do conjunto, Sidney Cipriano, que em 2006 deixou o Fat Family para trilhar uma carreira solo, faleceu após sofrer uma parada cardíaca.

Atualmente, o Fat Family continua na ativa e tem como integrantes apenas quatro dos oito irmãos que faziam parte da formação original: Celinho, Simone, Suzete e Kátia Cipriano.

Aproveite o podcast dando um play lá em cima no topo deste post.

Produção e apresentação: Leandro Massoni
Direção: Cleber Almeida


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