Elvis Presley: vida, obra e morte

Se a vida de Elvis Presley foi como um meteoro que passou pela terra, sua morte foi tão impactante quanto um fenômeno da natureza devastador. No auge da fama, aos 42 anos, Elvis deixou a vida para entrar na história. Mas não sem antes render um excelente roteiro de filme.

Uma das cinebiografias mais aguardadas chega aos cinemas, eletrizando o público com a história de Elvis Presley, um dos artistas mais celebrados da música.

O filme, dirigido por Baz Luhrmann, responsável por clássicos blockbusters como Moulin Rouge, traz a meteórica carreira de Elvis Presley sob o ponto de vista da relação do artista com seu empresário, Coronel Tom Parker, interpretado pelo homônimo Tom Hanks.

Apesar da relação conturbada que durou 20 anos, a história também destaca temas que permearam a jornada de Elvis Presley como a quebra de paradigmas da época e a forte influência da música e cultura negra. Além, é claro, do romance com Priscilla Presley,  interpretada na trama por Olivia DeJonge. Priscilla foi sua musa inspiradora com quem teve uma filha, Lisa Marie Presley.

A vida de Elvis Presley

Elvis nasceu em uma família humilde do interior dos Estados Unidos e, ainda muito jovem, já demonstrava talento para a música e fez sua estreia aos 19 anos. Ele foi descoberto por um produtor musical que procurava homens brancos que cantassem um blue legítimo.

Acertou na mosca quando produziu o primeiro disco de Elvis Presley, em 1954, que continha as músicas “That’s all right” e “Blue Moom of Kentucky”. Logo Elvis Presley se tornou conhecido em seu estado e começou a fazer shows fora.

Em seguida, foi contratado pela gravadora RCA Victor e lançou suas músicas “Mystery Train” e “Baby Let’s Play House”, que imediatamente ocuparam as primeiras posiçoes das paradas de sucesso.

Sua popularidade o levou a apresentações em programas de TV e rádio e suas apresentações fascinavam platéias. Seu álbum “Heartbreak Hotel” alcançou a marca de nove milhões de cópias vendidas em um ano.

A carreira de Elvis já era internacional quando foi convocado pelo exército americano para servir na Alemanha. Depois disso, ele retorna aos Estados Unidos e retoma sua carreira, tornando-se um sex simbol mundialmente conhecido.

A obra de Elvis

Os movimentos sinuosos de quadril renderam muitas polêmicas na época, pois não era considerado aceitável que um homem dançasse com sensualidade. Desta marca nasceu, inclusive, um apelido pejorativo: Elvis the pelvis.

Nos anos 1970, Elvis realizou muitos shows em Las Vegas e gravou verdadeiros hinos da música, tais como  “Suspicious Minds” e  “Tutti Frutti”. Com seu olhar marcante e sorriso sedutor, Elvis arrancava suspiros do público feminino e servia de inspiração para muitos rapazes da época, como Roberto Carlos e Erasmo Carlos, por exemplo.

Com a separação de Priscilla Presley, em 1973, e abuso de substâncias no auge da carreira, Elvis começou a apresentar alguns problemas de saúde. Além de estar acima do peso, tomava muitos remédios controlados e começou a evitar aparições em público.

Até que em 1977, Elvis sofre um ataque cardíaco fulminante e deixa fãs e admiradores por todo o planeta com saudades de sua voz cristalina e poderosa.

Elvis não morreu. Ou morreu?

A morte de Elvis alavancou a venda de seus discos, que atingiram a marca de oito milhões de cópias vendidas em apenas 5 dias. A causa e circunstâncias da morte de Elvis ainda geram polêmica e teorias da conspiração. Oficialmente, a morte de Elvis Presley completa 45 anos no próximo dia 16 de Agosto.

Algumas teorias afirmam que Elvis não morreu, mas se escondeu da vida pública para se preservar dos assédios da imprensa e dos fãs. Outras acreditam que Elvis está morto, entretanto não morreu nas circunstâncias e datas informadas.

Embora o filme não enfoque nesse assunto especificamente, esse e todos os outros temas acerca da vida de Elvis Presley estão detalhados na biografia de dois volumes que inspirou o filme, escrita por Peter Guralnick, intitulada Elvis Presley: Último trem para Memphis.

O livro já alcançou o primeiro lugar em vendas na Amazon e recebeu elogios do cantor bob Dylan, que já recebeu o Noel de Literatura. Ele afirmou que “Elvis sai andando das páginas, sentimos ele respirando. Este livro supera todos os outros.”

Já autores como Gail Brewer-Giorgio escreveram obras que se popularizaram com a conspiração sobre o assunto da morte (ou não) de Elvis. O que acabou por resultar em dois programas de televisão norte-americanos na década de 1990, The Elvis Files e The Elvis Conspiracy.

Há fãs que até hoje juram ter visto Elvis por aí, coletando fotos e vídeos que comprovam que o artista ainda vive. Há também grupos que se reúnem periodicamente e mantém páginas na Internet com relatórios organizados das informações disponibilizadas.

Agora, os fãs podem matar um pouco da saudade do “rei do rock” por meio da tela de cinema e das suas músicas, que ficaram eternizadas.

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