Elza Soares apresenta o show “A Mulher do Fim do Mundo” em diversas cidades do país

Aclamada pela crítica e vencedora de importantes prêmios nacionais, a grande diva brasileira leva seu novo show para Fortaleza, Natal e Salvador

Uma das maiores personalidades da história da música popular brasileira, Elza Soaresvolta a cena em grande estilo com o show A Mulher do Fim do Mundo, que pretende passar por diversos estados brasileiros e as principais cidades da América do Norte e da Europa ainda este ano. O espetáculo e o disco homônimo foram aclamados pela público e causaram enorme impacto na crítica brasileira, resultando nos prêmios de “Melhor Show Nacional”, da Folha de São Paulo e do Estado de São Paulo, e de “Melhor Álbum”, pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes).

A turnê começará em Fortaleza, nos dias 16 e 17 de janeiro, no Teatro RioMar Fortaleza, seguindo para Natal, no dia 22, no Teatro Riachuelo, e para Salvador, dia 23, no Teatro Castro Alves.

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Eleita em 2000 como a “Melhor Cantora do Milênio” pela BBC, de Londres, e do alto dos seus 60 anos de carreira, Elza Soares vive atualmente a apoteose de uma vida dedicada à música e leva aos palcos uma “ópera” emocional que retrata as mazelas da sociedade, instigando o espectador à reflexão sobre a condição do indivíduo em uma sociedade violenta com críticas social e política da realidade brasileira e porque não do mundo.

Com direção-geral de Guilherme Kastrup, o espetáculo conta com um total de 15 artistas. Sentada em um trono metálico em meio a um cenário cercado por mil sacos plásticos de lixo preto, na concepção de Anna Turra, que assina cenário, luz e projeções, Elza contracena com o grupo Bixiga 70 Metais e com os cantores Rodrigo Campos e Rubi, além da banda composta por Kiko Dinucci, Marcelo Cabral, Rodrigo Campos, Guilherme Kastrup e Felipe Roseno.

O repertório traz músicas do novo álbum como a faixa-título “A Mulher do Fim do Mundo”, “Coração do Mar”, “Firmeza?!”, Benedita”, “Maria da Vila Matilde”, além de incluir sucessos da carreira de Elza como “Malandro”, “A Carne” e “Volta por cima”.

A Mulher do Fim do Mundo, o disco

A carreira de Elza Soares sempre foi pautada pela ousadia, seja pela maneira de cantar, pela atitude no palco ou pelas escolhas artísticas. No álbum A Mulher do Fim do Mundo, a mítica cantora dá mais um salto ao se unir à vanguarda musical paulistana no primeiro trabalho de sua trajetória composto somente por canções inéditas.

A inovação se evidencia na sonoridade do disco – o 34º de uma carreira que já ultrapassa a marca de seis décadas – realizada por um time de músicos idealizado e montado especialmente para a ocasião pelo produtor e baterista Guilherme Kastrup. Com o núcleo criativo formado por Kiko Dinucci (guitarra), Marcelo Cabral (baixo), Rodrigo Campos (guitarra), Celso Sim (direção artística) e Rômulo Fróes (direção artística), nomes conhecidos da cena musical, o projeto apresenta 11 faixas que transitam por gêneros diversos, como samba, rock, rap e eletrônico, em arranjos sobrepostos por timbres arrojados, ruídos, distorções e dissonâncias.

“Elza Soares é uma artista viva, corajosa e, acima de tudo, não tem medo de nada! Nada é moderno demais para ela. Nenhuma dissonância a assusta, nenhuma distorção a intimida. Com sua fome do novo, se transforma sempre. É uma das pessoas mais generosas e humanas que já tive a oportunidade de conhecer”, enaltece Kastrup.

“Eu acho que o Brasil merece um disco assim, ousado, sem medo de dizer palavrão. Acredito que o disco vai servir de inspiração para outros artistas”, aposta a cantora.

Gravado no Red Bull Studios São Paulo, em 2015, o álbum teve o samba como ponto de partida, mas, acima de qualquer limite de gênero, os pilares fundamentais foram a liberdade de criação e de expressão.

“Fazer pela primeira vez na vida um disco só de inéditas, depois de tantos anos na estrada, já foi pra mim uma grande surpresa. Fui muito feliz em todo o processo porque esse projeto foi feito exclusivamente para mim”, conta Elza, ressaltando que a nova experiência, em comparação com outros trabalhos, exigiu uma dedicação maior, mas, ao mesmo tempo, permitiu mais autonomia nas interpretações.

“Como são músicas que nunca tinha ouvido antes, precisei estudá-las mais a fundo. São arranjos muito caprichosos, com uma pegada rock ‘n’ roll, e eu tinha que estar muito segura para dar conta. Por outro lado, senti uma liberdade de criação muito grande. Foi bom para ver que os caminhos não se esgotam”, revela.

Confeccionadas sob medida para a voz de Elza, as canções levam a assinatura tanto de integrantes da banda, quanto de outros compositores, como José Miguel Wisnik, Cacá Machado, Clima, Douglas Germano e Alice Coutinho. São letras críticas, mais do que atuais, que jogam luz sobre a vida urbana de São Paulo, a partir de temas como transsexualidade, violência doméstica, narcodependência, a crise da água e a morte.

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Repertório

“Coraçao Do Mar” (Poema de Oswald de Andrade musicado por José Miguel Wisnik)
“Mulher Do Fim Do Mundo” (Romulo Fróes e Alice Coutinho)
“Maria Da Vila Matilde” (Douglas Germano)
“Luz Vermelha” (Kiko Dinucci e Clima)
“Pra Fuder (Kiko Dinucci)
“Benedita” (Música: Celso Sim e Pepê Mata Machado / Letra: Celso Sim, Joana Barossi e Fernanda Diamant)
“Firmeza?!” (Rodrigo Campos)
“Dança” (Cacá Machado e Romulo Fróes)
“O Canal” (Rodrigo Campos)
“Solto” (Marcel Cabral e Clima)
“Comigo” (Romulo Fróes e Alberto Tassinari)
“Pressentimento” (Elton Medeiros e Herminio Bello De Carvalho)
“Malandro” (Jorge Aragão)
“A Carne” (Seu Jorge, Marcelo Yuca e Wilson Capellette)
“Volta Por Cima” (Paulo Vanzolini)

 

Serviço
Fortaleza 16 de janeiro (Teatro RioMar Fortaleza)

Fortaleza 17 de janeiro (Teatro RioMar Fortaleza)

Natal 22 de janeiro (Teatro Riachuelo)

Salvador 23 de janeiro (Teatro Castro Alves)