O calendário colorido

Cada mês agora tem cor ou cores para lembrar uma causa especifica e isso é muito bom, pois as causas não só são lembradas, mas também faz com que muitas pessoas tenham contato com um tema que muitas vezes é tratado na marginalidade, por falta de informação, por preconceito mesmo, por ignorância, por falta de contato.

O trabalho voluntário é exatamente assim, tratado na marginalidade, até mesmo pelas organizações do terceiro setor, que deveriam falar muito mais dele, não para pedir voluntários, mas sim para fazer com que o assunto flua na sociedade, para mais pessoas conhecerem e entenderem o que um voluntário faz, para o que serve suas atividades e seu valor para as organizações e para a sociedade.

Na minha concepção falta esta linha direta com a sociedade para termos mais voluntários atuando efetivamente, “conhecimento”, na concepção do filósofo Grego Sócrates, ele diferencia “conhecer” de “ter conhecimento”, segundo ele conhecer é o estudo para decorar ou como dizemos para passar de ano, já ter conhecimento é o entendimento sobre o assunto, é ter estudado e entendido seu funcionamento, por isso é importante termos uma sociedade com mais conhecimento sobre o voluntariado, para que possam praticar (talvez), mas o mais importante é não criticar e se o fizer, que o faça com propriedade.

Portanto ter conhecimento sobre as causas tem que ser prioridade das organizações, por isso os meses coloridos são importantes, para o voluntariado não existe um mês ou uma cor e nem precisamos, pois temos duas datas importantes, uma em agosto, especifica para o Brasil, 28 que é o dia nacional do voluntariado e 05 de dezembro, esta é a data internacional de comemoração do voluntariado, em algumas cidades brasileiras ainda tem o seu dia municipal, é o bastante desde que bem lembradas.

Mas como disse acima o principal divulgador da causa deveria ser as organizações sociais e os que lidam com o tema do terceiro setor, ainda vejo muitos, para não dizer a maioria dos eventos que acontecem sem o tema voluntariado ser lembrado. Por isso estou aqui digitando (se fosse um pouco mais antigo seria datilografando. Quem se lembra?) e “matraquiando” sobre o assunto. Você pode me acompanhar pelas redes sociais, no Instagram ser_voluntario.

Roberto Ravagnani

Construindo Cidadania O autor é Roberto Ravagnani, palestrante, jornalista (MTB 0084753/SP), radialista (DRT 22.201), conteudista e Consultor de voluntariado e responsabilidade social empresarial. Voluntário palhaço hospitalar desde 2000, fundador da ONG Canto Cidadão, Associado para o voluntariado da GIA Consultores no Chile, fundador da Aliança Palhaços Pelo Mundo, Conselheiro Diretor da Rede Filantropia, sócio da empresa de consultoria Comunidea e Membro Engage for business. www.robertoravagnani.com.br